• Terça, 09 de Junho de 2026

Comerciantes reclamam de condições de rua e calçada em frente ao Colégio Militar

Problemas no entorno dificultam a circulação de pedestres e preocupam quem trabalha no local

BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS


Mato alto toma conta da calçada e dificulta a passagem de pedestres (Foto: Maya Severino)

Calçadas quebradas, desniveladas e tomadas pelo mato dificultam a passagem de pedestres em frente ao Colégio Militar, no cruzamento da Avenida Presidente Vargas com a Avenida Florestal, na Vila Santo Amaro, em Campo Grande. Além do problema nas áreas destinadas aos pedestres, moradores e comerciantes também reclamam de buracos no asfalto e falta de manutenção.

A denúncia que chegou ao Campo Grande News, pelo Canal Direto das Ruas, mostra que, em uma das calçadas, o piso irregular obriga quem passa pelo local a redobrar a atenção. Do outro lado, o matagal avança sobre o espaço, impedindo a circulação segura. Na via, os buracos completam o cenário de descuido e aumentam o risco para motoristas, motociclistas e pedestres.

Comerciante há seis anos na região, Marta Regina, de 53 anos, afirma que a situação das ruas é crítica. “As ruas aqui, sem comentário. Só tem buraco para todo lado, o asfalto está destruído. Os carros caem muito nos buracos', relatou.

Ela também reclama da falta de iluminação pública na Rua Toró, no bairro Zé Pereira, contextualizando que a cidade está “abandonada'. Segundo Marta, o problema se arrasta há muito tempo.

“Na minha rua mesmo, a iluminação pública tem muito tempo que não tem. A cidade, eu percebo, está abandonada. Falta de iluminação pública no Zé Pereira e buraco na cidade é o que mais tem. Com a taxa de luz vindo cobrada, é difícil de entender', afirmou.



Leitora que preferiu não se identificar e procurou a reportagem por telefone contou que tropeçou na calçada em frente ao Colégio Militar. Segundo ela, o local está “no arame', com trechos levantados e destruídos. “Já não bastassem as ruas esburacadas, as calçadas também estão destruídas', reclamou.



Outro comerciante da região, Ubatan Nazareno Batista de Souza, de 63 anos, trabalha no ponto há quatro anos e diz que a convivência com os problemas virou rotina. Segundo ele, há um buraco na rua há pelo menos seis meses e fios baixos ou caídos permanecem no local há anos.

“Aqui é tranquilo, mas a rua tem muitos buracos, um deles está aqui há muito tempo. A fiação está caída há anos. A gente reclama, mas não arrumam. Arrumei umas garrafas e joguei para cima. Aí a gente acostuma a viver assim. Sei que tem lugar que está pior', disse.

Ubatan também cobra medidas para melhorar o trânsito na região. Para ele, a Rua Acapulco, paralela à Avenida Presidente Vargas, deveria receber um quebra-molas, e a passagem de caminhões deveria ser desviada. “Eles passam correndo, não tem espaço para eles aqui. Vira um rolo para o trânsito', afirmou.



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