• Quinta, 28 de Maio de 2026

MS alcança 92% de cobertura vacinal contra bronquiolite em gestantes

Estado aplicou quase 18 mil doses contra o VSR; internações infantis caíram 52% no país

INARA SILVA / CAMPO GRANDE NEWS


Gestante imunizada no primeiro dia de vacinação na Capital (Foto: Ketlen Gomes/Arquivo)

Mato Grosso do Sul já aplicou 17.861 doses da vacina contra o VSR (vírus sincicial respiratório) em gestantes entre dezembro de 2025 e maio de 2026, número, que segundo o Ministério da Saúde, representa cobertura vacinal de 92,4% no Estado. A imunização, oferecida gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), protege os bebês ainda durante a gestação contra complicações respiratórias, como a bronquiolite.

Em Campo Grande, a imunização começou em 3 de dezembro. No país, mais de 1 milhão de gestantes já receberam a vacina desde a incorporação da estratégia ao SUS, em 2025. O VSR é o principal causador de bronquiolite em bebês e costuma ter maior circulação entre abril e maio.

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De acordo com o Ministério, os efeitos da vacinação já aparecem nos indicadores de saúde infantil. Entre janeiro e abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023. Os casos passaram de 6,8 mil para 3,2 mil. No mesmo intervalo, o número de mortes caiu 63%, de 72 para 27 óbitos.

Em Campo Grande, a imunização começou em 3 de dezembro, para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A vacina passou a integrar a rede pública após recomendação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). Segundo o Ministério da Saúde, na rede privada o imunizante pode custar até R$1,5 mil.

Ao todo, o governo federal distribuiu 1,8 milhão de doses para imunização de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A aplicação nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) tem como objetivo garantir proteção ao bebê antes do período de maior circulação do vírus.

A vacina estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê durante a gestação. Estudos clínicos apontam eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves nos primeiros 90 dias de vida da criança.

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