Coronel Sapucaia
Reclamações contra diálise aumentam 4x e são quase 80% dos registros na Anvisa
Entre os 6.241 casos notificados, 3.670 estavam ligados a atendimentos de hemodiálise entre 2024 e agora
LUCIA MOREL / CAMPO GRANDE NEWS
Entre 2014 e este ano, dados de notificação de incidentes relacionados à assistência à saúde da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) revelam um número preocupante: mais da metade (58,8%) está relacionada aos locais que prestam serviços de diálise em Mato Grosso do Sul. Foram 3.670 reclamações no período, de um total de 6.241 incidentes relacionados a atendimentos em clínicas, laboratórios, maternidades, farmácias e até serviços de radiologia.
Mas o que mais chama atenção é que, entre 2024 e 2026, a quantidade de registros tem aumentado exponencialmente, saindo de 358 ocorrências em 2023 para 1.686 no ano passado, salto de 370,9%, o mesmo que 4,7 vezes mais. Números deste ano já ultrapassam os de três anos atrás e somam 456. Entre este ano e o ano passado, as clínicas de hemodiálise representam quase 80% de todas as notificações.
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Recentemente, uma clínica de Campo Grande especializada na prestação do serviço passou a ser investigada pela Vigilância Sanitária Estadual. A DaVita, localizada na Rua Treze de Maio, no bairro São Francisco, recebeu reclamações de pacientes de hemodiálise por más condições de atendimento e até por passarem mal após a filtragem do sangue. No ano passado, em junho, em uma investigação sigilosa, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu apuração contra outro estabelecimento.
Pelos dados da Anvisa, no painel de indicadores, a maioria dos pacientes afetados tem entre 46 e 75 anos de idade, com a gravidade do dano considerada leve. A maior parte dos erros é decorrente de falhas na hemodiálise e de eventos adversos após o serviço. Neles, podem constar desde problemas com os equipamentos, como limpeza e uso da água, até queda de pressão ou outro tipo de alteração clínica nos pacientes.
Nos relatos, também estão entre os problemas as falhas na colocação do cateter e no atendimento prestado. Além disso, os dados revelam também que a maior parte dos danos foi identificada por alterações no estado dos pacientes ou alertas nas máquinas de hemodiálise. Em mais de 2 mil casos, a identificação do erro foi feita e notificada pelo profissional de saúde.
Pelos dados da Anvisa, no painel de indicadores, a maioria dos pacientes afetados tem entre 46 e 75 anos de idade, com a gravidade do dano considerada leve. A maior parte dos erros é decorrente de falhas na hemodiálise e de eventos adversos após o serviço. Neles podem constar desde problemas com os equipamentos, como limpeza e uso da água, até queda de pressão ou outro tipo de alteração clínica nos pacientes. Nos relatos, também estão entre os problemas as falhas na colocação do cateter e no atendimento prestado.
Além disso, os dados revelam que a maior parte dos danos foi identificada por alterações no estado dos pacientes ou por alertas nas máquinas de hemodiálise. Em mais de 2 mil casos, o profissional de saúde identificou e notificou o erro.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde e aguarda retorno.
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