• Sexta, 22 de Maio de 2026

Floricultura na calçada nasceu de uma dor e hoje colore vida de Elivan

Ele começou cuidando de plantas de vizinhos e passou a vender mudas e vasos feitos à mão na Vila Margarida

NATáLIA OLLIVER / CAMPO GRANDE NEWS


 Elivan saiu da enfermagem para fazer uma mini floricultura na calçada (Foto: Natália Olliver)

Durante anos, Elivan Pereira Monteiro trabalhou como técnico de enfermagem, mas uma lesão na coluna o obrigou a diminuir o ritmo e abandonar uma rotina que exigia muito esforço físico. Aos 48 anos e sem conseguir continuar na área, encontrou um novo trabalho bem em frente de casa. Passou a cuidar de plantas e transformou a calçada em uma mini floricultura.

Tudo começou há cerca de 4 anos, quando percebeu que precisava encontrar uma atividade que coubesse na nova realidade. No início, começou cuidando das plantas de pessoas que viajavam e não tinham com quem deixar os vasos. Aos poucos, passou a fazer mudas, produzir vasos e montar arranjos até ocupar o espaço com espécies variadas e começar a vender ali mesmo, na Vila Margarida.

“Eu via umas mulheres reclamando: ‘Ah, eu vou viajar, mas não tem quem ficar com minhas plantas’. Aí eu falei: eu fico.'

Hoje, na frente da casa onde mora há 13 anos, ele mantém plantas que custam entre R$ 3 e R$ 25. Tem dracena, dracena-de-chão, roseira, jiboia, samambaia, onze-horas e uma das campeãs de venda: espada-de-são-jorge. Entre as espécies do Cerrado, também cultiva pimenteira, pé de amora, cactos e mudas feitas por ele mesmo.

Mas não são só as plantas que saem das mãos dele. Os vasos também. Elivan começou produzindo peças pequenas e foi aperfeiçoando a técnica. Hoje faz modelos sob medida, inclusive para quem cultiva orquídeas e precisa de formatos específicos. Uma das preocupações dele é deixar os vasos mais leves para facilitar o transporte.

Uma das preocupações dele é deixar as peças mais leves. “Se você pegar uma bacia grande, ela vai pesar uns 4 ou 5 quilos. Para uma senhora, isso é muito. O meu vaso pesa 2,5 quilos. O de outro que eu comprei pesava 14,5 quilos. O meu pesa 4 quilos.' Para conseguir o resultado, criou uma mistura própria. “O meu cimento é especial, minha areia é especial, é areia branca lavada. Eu peneiro tudo aqui ainda.'

O quintal também virou espaço de memória. Algumas plantas vieram da avó, antiga dona da casa. Outras são trocadas com vizinhos ou separadas para doação. Entre todas, existe uma preferida: um pé de jatobá mantido pequeno há oito anos. Ele chama a planta de “árvore da vida', porque ela é a mais antiga por ali e deve crescer junto com os anos de vida de Elivan.

Agora, enquanto reforma o muro e organiza a entrada da futura lojinha, segue produzindo vasos quase todos os dias e cuidando do espaço. A ideia é fazer aos poucos para manter a mente ocupada.

A mini floricultura fica na Rua João Araújo França, 69, no bairro Vila Margarida.

Confira a galeria de imagens:

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