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Análise: Atlético-MG supera dias turbulentos e apresenta a melhor versão de Domínguez em clássico
Alvinegro dá resposta em jogo com capacidade de mudar rumo e vive fim de semana de calmaria após bastidores ferverem
GLOBOESPORTE.COM / ANDRé RIBAS
Um clássico é capaz de te levar ao céu e ao inferno em 90 minutos. De mudar uma temporada ou fazer um time que vinha desacreditado, como azarão, sem jogar bem, com os bastidores implodindo, encontrar a paz e executar um jogo perfeito. O Atlético-MG viveu isso e deu uma resposta ao vencer o Cruzeiro por 3 a 1 no Mineirão.
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Estádio cheio, torcida adversária em maioria e o rival em um melhor momento. Para quem está contra esse cenário, o melhor caminho é encontrar um gol cedo. Trazer todo o clima para o seu lado. O que o Atlético fez com maestria.
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Na escalação, Domínguez precisou escolher substitutos para Vitor Hugo, Victor Hugo e Cuello, lesionados. Encontrou em uma linha de três na defesa, Bernard no meio e Alan Minda para formar uma dupla com Cassierra.
Desde o início, a partida ficou desenhada para o estilo de jogo do Atlético: um jogo direto, no contra-ataque e com segurança defensiva. A execução foi perfeita. Isso passou por três nomes: Lodi, Minda e Cassierra.
Em jogada pela esquerda, Bernard apareceu, temporizou e encontrou Renan Lodi. O lateral avançou até a linha de fundo e cruzou na área. Jesus tentou tirar de cabeça, mas acertou Minda. Cassierra chegou antes do goleiro, ajeitou e deu o passe para Minda. Com um chute rasteiro, o equatoriano abriu o placar.
O Atlético se mostrou confortável, e o Cruzeiro, perdido. A bola praticamente não rolou após o gol. Quando alguém conseguiu jogar, foi o Galo. O suficiente para ampliar.
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Aos 27 minutos, Cassierra recebeu, conduziu e acionou Alan Minda no contra-ataque pela esquerda. Ele avançou, partiu para cima da marcação e acabou derrubado. Após a análise do VAR, o árbitro assinalou o pênalti. Maycon cobrou com tranquilidade e ampliou: 2 a 0.
Com o placar sólido, o Atlético controlou o jogo sem a bola. Ficou organizado na defesa e não deu espaço para o Cruzeiro chegar com perigo. Uma linha de cinco sólida e com participações importantes: Tressoldi, Alonso e Natanael.
O Atlético voltou do intervalo disposto a manter o nível e a controlar o rival sem a bola. Suportou uma pressão inicial do Cruzeiro sem se desesperar ou desajustar a marcação. Aos poucos, acalmou a partida e viu o cenário ficar ainda mais favorável depois de Arroyo ser expulso.
Com espaço e tranquilo no placar - o time ficou mais com a posse e utilizou, mais uma vez, o lado esquerdo para marcar. Lodi carregou a bola pelo corredor, teve tempo e espaço para encontrar Cassierra dentro da grande área. O camisa nove subiu de cabeça e não perdoou.
Um a mais em campo, três a zero e sem ser incomodado pelo rival. O Atlético tinha o jogo sob controle e viu-se desenhar uma goleada quando Kaiki acabou expulso. O problema foi que Lyanco não soube jogar o clássico e, pendurado, se envolveu em um lance mais forte com Bruno Rodrigues. Dez contra nove.
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O Cruzeiro chegou a descontar de pênalti, mas nada a mais para chegar a esboçar qualquer reação contra um Atlético maduro e com a cara de Eduardo Domínguez durante os noventa minutos.
O Atlético não deu brecha para qualquer discussão: jogou e controlou o Cruzeiro do início ao fim. Uma resposta do grupo em um jogo capaz de transformar uma temporada. Basta saber como o clube levará esse momento daqui para frente: foi o ápice ou um renascimento?
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