• Quinta, 23 de Abril de 2026

Não é "status": fingers chegam para acabar com sol e chuva no lombo

Passageiros comemoram fim do perrengue no embarque e desembarque na Capital

NATáLIA OLLIVER / CAMPO GRANDE NEWS


Finger de acesso ao aeroporto internacional foi inaugurado nesta quarta-feira (22). (Foto: Paulo Francis)

Enquanto parte do povo discute se “viramos cidade grande' por causa de uma ponte de embarque e desembarque no Aeroporto Internacional, os famosos fingers, por lá o assunto é outro.

Pode parecer brincadeira, mas a novidade veio como um alívio para quem não está nem aí com o novo título, mas sim com a notícia de que será feliz no simples, ou melhor, que os dias de sofrimento pegando sol e chuva no lombo acabaram.

Teresa Perdigão, 72, resume sem rodeios. “Vamos parar de ser jacu, estamos dando um passo bem grande.' Para ela, o finger resolve o problema mais básico do passageiro. “Vai ser a melhor coisa para dias de chuva, muito sol e para cadeirantes. A maior dificuldade era sair e chegar debaixo de chuva.'

O marido, Sérgio Perdigão, 76, concorda e amplia o argumento. “Vai facilitar muito a locomoção, o embarque e desembarque, principalmente para nós, idosos e pessoas com necessidades especiais.'

Ainda assim, coloca um freio no entusiasmo ao lembrar que o crescimento também traz efeitos colaterais. Segundo ele, a cidade não pode crescer acumulando problemas. “Só espero que não cresça demais para não crescerem muito os problemas. Vamos muito para São Paulo (SP) porque temos filhos lá e viajamos para o exterior com muita frequência', completa.

As passarelas que conectam o terminal diretamente à aeronave têm dado o que falar, mas para quem viaja com frequência a coisa não chega a ser revolucionária, apenas escancara um atraso. Ianne Viédes, de 31 anos, diz que o modelo já é padrão há anos em outros lugares, mas que faz diferença na hora do embarque.

“Caminhar no sol quente é complicado. Não vou dizer que é uma mudança grande, mas é um começo.' Ao mesmo tempo, ela pondera que ainda falta bastante para que Campo Grande esteja à altura de um aeroporto internacional.

Nem todo mundo compra a ideia de que a novidade muda o status da cidade. Rosangela Tomasi, 68, rejeita o rótulo de atraso, mas reconhece o impacto prático da mudança.

“Não acho o povo daqui jacu. Eu acho que agora vamos ser cidade grande, graças a Deus. Quando viajamos e voltamos, é um sol terrível. Isso é maravilhoso.'

Áurea Silva Fernandes, 81, também concorda que a novidade vai facilitar a vida. “Você anda muito no sol e na chuva para chegar no avião.' Para ela, a ponte resolve um incômodo físico que sempre fez diferença, especialmente para ela, que viaja com frequência para estados como São Paulo e Santa Catarina.

A discussão sobre “ser ou não cidade grande' parece longe do campo de debate de muita gente. Rubens García Bueno queria que a novidade também afetasse o preço das passagens.

O finger pode até mudar muita coisa, mas não resolve o problema da falta de acesso aos voos e da inexistência de voos diretos para lugares próximos, ou seja, sem necessidade de conexões em São Paulo ou Brasília.

Para ele, viajar de avião segue difícil por causa do preço. “Não está fácil viajar de avião. Depende do combustível, a oferta está muito esquisita, não está tendo. Aí acho que não vai ser fácil baixar o preço. A passagem depende do mercado. É difícil sair de Campo Grande para um voo direto, específico para uma cidade que você queira ir, não tem oportunidade nenhuma, não tem as companhias. Elas operam em grandes cidades.

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