• Segunda, 18 de Maio de 2026

Falta de Rivotril atinge farmácias e restringe acesso a pacientes

Desabastecimento nacional afeta estoques e regularização depende da produção e logística

INARA SILVA / CAMPO GRANDE NEWS


Pessoa segura embalagem de rivotril (Foto: Divulgação/CFF)

Farmácias de Campo Grande enfrentam falta de Rivotril (clonazepam), medicamento ansiolítico e anticonvulsivante comumente prescrito no País. O problema é reflexo de um cenário nacional de desabastecimento que se arrasta desde o ano passado.

Em redes da Capital, o estoque é escasso ou inexistente. A Ultrafarma informou que está sem o produto ou com irregularidade de estoque há cerca de 3 meses. Em unidades da Drogasil, a situação varia: enquanto a loja da Avenida Zahran tem hoje apenas 2 unidades, a unidade do bairro Santa Fé relatou que o estoque se esgotou rapidamente após reposições pontuais. “Ontem tinha dois, hoje já não tem'. Segundo atendentes, a reposição ocorre em pequenas quantidades, insuficientes para atender a demanda.

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O clonazepam é utilizado no tratamento de distúrbios epilépticos, transtornos de ansiedade e outras condições clínicas. De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, a farmacêutica responsável pelo medicamento no Brasil, a  Blanver,  informou que houve interrupção temporária na produção devido à mudança do local de fabricação. A previsão é de normalização ainda em abril para a versão em gotas (2,5 mg/mL) e ao longo do primeiro semestre para o comprimido sublingual (0,25 mg).

Em seu site, o CFF (Conselho Federal de Farmácia) indica que o desabastecimento começou em setembro de 2025. A empresa responsável pela comercialização já havia informado ao Conselho que a interrupção ocorreu por transferência da produção para a Europa. Segundo a publicação, a solução oral passará a ser fabricada na Itália e a versão sublingual, na Espanha. A expectativa é de retorno gradual ao mercado.

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