• Segunda, 18 de Maio de 2026

Casa revirada e tufos de cabelo indicam briga antes de tiros

Delegada aponta luta antes de PM atirar na esposa; vítima fugiu mesmo ferida

GUSTAVO BONOTTO E CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS


Equipes da Perícia Criminal no local do crime. (Foto: Paulo Francis)

A delegada Larissa Serpa, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), afirmou que houve luta corporal antes do policial militar aposentado Charles Mota, de 56 anos, atirar contra a esposa, de 47 anos, na tarde desta segunda-feira (13), no Jardim Colúmbia, em Campo Grande.

Segundo a delegada, a perícia encontrou o imóvel revirado e vestígios da agressão espalhados pela casa. “Há um desalinho no local, temos tufos de cabelo dessa mulher pela sala e móveis fora do lugar, o que indica que possivelmente houve luta corporal antes dos disparos', disse.

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A investigação aponta que o autor efetuou vários tiros contra a vítima dentro da residência. Ela foi atingida no quadril, onde há suspeita de munição alojada, e também sofreu um ferimento superficial no braço. “Mesmo correndo, ela foi atingida. Há indício de munição alojada no quadril e um ferimento no braço', afirmou a delegada.

Apesar dos ferimentos, a mulher conseguiu sair do imóvel ao pular o muro e pedir ajuda. Moradores relataram que ouviram discussão antes dos disparos e, em seguida, viram a vítima fugir pela rua.

Após atirar contra a esposa, o subtenente aposentado tirou a própria vida, conforme apurado até o momento. Ele chegou a ser socorrido em parada cardiorrespiratória, foi reanimado no local, mas não resistiu, segundo a Polícia Militar.

A delegada destacou que o caso ainda está em fase inicial e não há informações sobre o histórico do relacionamento do casal. “Nós ainda estamos iniciando as investigações e não temos informações sobre como era essa relação', disse.

Equipes do Corpo de Bombeiros precisaram arrombar o cadeado da casa para acessar o local e prestar atendimento. A mulher foi encontrada consciente e orientada após conseguir escapar.

A perícia técnica recolheu vestígios no imóvel e deve auxiliar na reconstituição da dinâmica do caso, tratado como tentativa de feminicídio seguida de morte do autor.

Procure ajuda - Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 0800 750 5554. O atendimento também pode ser buscado no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e no Núcleo de Saúde Mental. O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende pelos números 141 e 188.

Em situações de emergência, a população pode acionar a Polícia Militar pelo 190 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. A Central 180 funciona 24 horas, com ligação gratuita e anônima. Casos de violência não devem ser silenciados.



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