• Segunda, 18 de Maio de 2026

Preso em galeria do Anhanduí disse que ganharia droga por furto de carro

Homem entrou na área de escoamento de água e se escondeu da PM

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Homem de 33 anos preso na tarde deste sábado (11), após tentar retirar um carro furtado e fugir por uma galeria pluvial na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, confessou que receberia droga como pagamento pelo serviço. Mais cedo, o Campo Grande News noticiou que o suspeito acabou localizado escondido dentro da tubulação, após buscas da PM (Polícia Militar).

Conforme apurado pela reportagem, a equipe da PM foi acionada por volta das 16h, no cruzamento com a Rua Bom Sucesso, depois que o proprietário do veículo encontrou o automóvel na Vila Nhanhá. O carro, um Volkswagen Gol G2, havia sido levado no dia anterior. Ao se aproximar, a vítima viu o suspeito tentar sair com o automóvel e gritou, o que provocou a fuga em direção à avenida.

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O homem entrou na galeria de escoamento de água e se escondeu na estrutura subterrânea. Policiais da Força Tática do 10º Batalhão entraram no local e localizaram o suspeito dentro de uma parede danificada da tubulação. Ele apresentava escoriações na testa e na cintura, causadas durante a fuga.

Identificado como Hércules Moisés Duarte Paulino, o suspeito afirmou que receberia uma porção de entorpecente para retirar o carro da Rua Iporã e deixá-lo na Rua Ranulfo Corrêa. Segundo ele, um homem conhecido como “Sergipe' buscaria o veículo depois. O preso disse ainda que pretendia ligar o automóvel com uma chave adulterada, mas desistiu após a aproximação de moradores.

O dono do carro, um açougueiro de 51 anos, informou que guardava ferramentas de trabalho, roupas e objetos pessoais no interior do veículo. Parte dos itens foi recuperada. O automóvel foi encaminhado à Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos).

O suspeito foi levado para a delegacia sem documentos e com uma bolsa que continha lanterna e perfume. Ele disse que vive em situação de rua. Os policiais usaram algemas diante do risco de fuga. Não houve indícios de agressão durante a abordagem.

Outras duas pessoas participaram do crime, mas não foram localizadas. O caso segue sob investigação.



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