• Quinta, 20 de Agosto de 2026

Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado e Congresso Nacional com 73 votos

Senadora de MS, Soraya Thronicke (PODE-MS), retirou a candidatura horas antes da votação

MIDIAMAX/THALYA GODOY


Davi Alcolumbre era o candidato favorito na disputa. (Andressa Anholete, Agência Senado)

O senador Davi Alcolumbre (União-AP) foi eleito como presidente do Senado Federal e, consequentemente, do Congresso Nacional, na tarde deste sábado (1º). Ele recebeu 73 votos dos 81 senadores. 

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Esta é a segunda vez que o parlamentar é eleito como presidente do Senado Federal. Ele já ocupou a cadeira no biênio 2019-2021, com 43 votos. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ocupou o cargo nos últimos quatro anos. 

Alcolumbre era tido como favorito na disputa e superou os adversários que mantiveram as candidaturas, o astronauta Marcos Pontes (PL-SP), que recebeu 4 votos, e o senador Eduardo Girão (Novo-CE), também com 4 votos.

Alcolumbre recebeu votos de diversos partidos, como PSD (15), PL (14), MDB (11), PT (9), União (7), PP (6), PSB (4), Republicanos (4) e PDT (3). O senador ainda recebeu votos de três senadores do Podemos e um do PSDB.

A senadora de Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (PODE-MS), também demonstrou interesse na vaga, mas ela e o colega de partido Marcos do Val (Podemos-ES) retiraram a candidatura horas antes da votação. 

Após a primeira reunião preparatória, será feita a eleição da Mesa Diretora do Senado. Durante o discurso, Alcolumbre agradeceu o voto de cada parlamentar. 

“Buscarei fazer jus a essa confiança consolidada nessa votação tão expressiva trabalhando com dedicação e humildade. Procurarei fazer com que as leis e o Estado ajudem o cidadão a ter uma vida mais digna', prometeu o senador.

Quem é Davi Alcolumbre

Conforme informações da Agência Senado, David Samuel Alcolumbre Tobelem nasceu em 19 de junho de 1977, em Macapá. Começou a carreira política como vereador da capital amapaense, eleito pelo PDT em 2001.

No ano seguinte, elegeu-se deputado federal. Em 2005, filiou-se ao então Partido da Frente Liberal (depois chamado Democratas e, hoje, União Brasil). Em 2006, conquistou um novo mandato na Câmara dos Deputados.

Em 2009, licenciou-se para assumir o cargo de secretário municipal de Obras e Serviços Públicos de Macapá, durante a gestão do prefeito Roberto Góes. Retornou à Câmara em março de 2010, concorreu a mais um mandato e foi reeleito.

Em 2014, foi eleito senador. Em 2015, comandou a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e, em 2018, licenciou-se para concorrer ao governo do Amapá, mas não foi eleito.

Na volta ao Senado, em 2019, foi escolhido presidente da Casa pela primeira vez, o mais jovem a ocupar o cargo. Naquele mesmo ano, como presidente da República em exercício, assinou a transferência definitiva das terras da União ao Amapá, uma reivindicação do estado de mais de 30 anos.

Foi reeleito para o Senado em 2022 e presidia a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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