• Domingo, 23 de Agosto de 2026

VÍDEO: sem horas extras de policiais penais, presídios já deixam de receber visitas

Conforme servidores, o vídeo demonstra a situação de apenas uma unidade

MIDIAMAX/DIEGO ALVES


Visitas em frente ao presídio de Dois Irmãos do Buriti (reprodução)

Vídeo mostra familiares de presos impedidos de fazerem visitas aos internos no Presídio de Dois Irmãos do Buriti. Nas imagens, aparecem os familiares em frente ao portão principal, nesta sexta-feira (13). “Os agentes estão parados, fazendo a reivindicação deles, e nós estamos aqui para fazer a nossa. Diminuiu o efetivo lá dentro e estamos aqui. Tem meninas aqui desde quinta-feira (12), esperando para entrar na visita, com comida. Gasta com combustível, com passagem, hotel, para vir fazer a visita, para a pessoa que está esperando lá dentro. Não conseguimos entrar na parte da manhã e na parte da tarde não vão conseguir entrar. Então queremos uma posição sobre a situação dos visitantes de Dois Irmãos do Buriti', disse uma das visitante.

Em contato com a reportagem, policiais penais reafirmam que não há greve e nem paralisação, e, o que ocorre é a falta de efetivo, pois pararam de fazer horas extras, que era o que supria a falta de efetivo.

Ainda conforme servidores, o vídeo demonstra a situação de apenas uma unidade, porém, o fato está ocorrendo em praticamente todo o estado. Ainda de acordo com policiais penais, há o risco de não ocorrerem as visitas por falta de efetivo, o que coloca não só os policiais, mas também as visitantes em perigo.

Assembleia

Em Assembleia nesta quarta-feira (11) o Sinsapp (Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso do Sul) definiu ações como a de que cada servidor irá decidir se fará ou não horas extras, conforme sua condição física e mental, além de ações judiciais contra a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), em pontos de insatisfação da categoria que continua sem contraproposta do Governo para a regulamentação da Polícia Penal.

“Tomadas decisões de mobilizações, de nota de repúdio, de ações judiciais em defesa do servidor mediante os últimos acontecimentos, de abuso de autoridade, como, por exemplo, foi a convocação indevida dos servidores (Enem). E, demos a palavra aos servidores, dos quais se expressaram e irão tomar a atitude individual de acordo com sua capacidade física e mental, em relação a sua escala extra que o mesmo não tem obrigação de realizar. Estamos passando essas informações aos demais, reproduzindo isso de forma técnica, para que todos tomem essa decisão daqui pra frente', disse no dia, o presidente do sindicato', André Santiago.



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